10. Sistemas Eficientes de Aquecimento Central
Num edifício com um excelente desempenho energético-ambiental, esta necessidade é consideravelmente reduzida, existindo mesmo muitas habitações em edifícios bioclimáticos que nunca activaram os seus sistemas de aquecimento (mesmo quando pré-instalados), beneficiando, contudo, durante todo o ano de temperaturas confortáveis e estáveis (entre os 20 e os 28ºC).
Os sistemas de aquecimento central devem ser adequadamente dimensionados e correctamente executados - e é sob este ponto de vista que os sistemas precisam de ser concebidos e instalados por entidades com o “know how” e com os meios correctos - tanto as entidades responsáveis pelos projectos como as responsáveis pela execução. Em edifícios reabilitados, destinados ao uso habitacional, poderá haver condicionantes que, por não facilitarem a implementação de algumas medidas passivas, obrigam a um maior consumo de energia. Analisadas individualmente, poderão ser compensadas por outras medidas mais activas sem que fiquem a depender do consumo de energias convencionais.
Um factor que aumenta a eficiência dos sistemas de energia é a sua centralização, à escala de um edifício singular ou de uma zona compacta da cidade. Em edifícios de habitação pode ser muito benéfico, sob a perspectiva energético-ambiental, criar-se um sistema centralizado para o aquecimento das águas quentes sanitárias e para o aquecimento central. A energia necessária para fornecer, a todos os utilizadores no edifício, o serviço de água quente sanitária e de aquecimento central pode ser consideravelmente inferior à necessária quando os sistemas são individuais, por habitação.
Existe a possibilidade de conceder a gestão destes sistemas centralizados a entidades com competência para a sua gestão e manutenção técnica permanente, para não sobrecarregar os gestores temporários de condomínios.
É muito importante para o utilizador, que os consumos do edifício se tornem perceptíveis, podendo utilizar, para tal, diversos meios sobretudo para aqueles consumos que o utilizador final poderá reduzir. Assim, a indicação na factura relativa ao serviço energético da média de consumo e um “display” (em tempo real) dos consumos do edifício podem contribuir para que as práticas dos utilizadores se tornem cada vez melhores.
Outro benefício da centralização dos sistemas de aquecimento nos edifícios é a possibilidade de se eliminar o gás do interior da habitação, uma vez que a sua presença exige uma ventilação adequada para garantir a necessária qualidade do ar interior.
Os sistemas centralizados tornam-se ainda mais atractivos, do ponto de vista energético-ambiental, quando são associados a sistemas solares térmicos para o aquecimento das águas quentes sanitárias e quando dão prioridade ao contributo da energia renovável do sol.
Regulamentarmente, um edifício que tem um sistema centralizado passa a ser abrangido também pelo RSECE, mesmo que tenha o uso residencial. Uma das implicações será a de garantir a correcta operação do sistema o que obriga a ter um Técnico TRF do Edifício e auditorias periódicas.
Nestes sistemas centralizados para o abastecimento de águas quentes existe a recirculação das águas para esta estar sempre à temperatura desejada junto das fracções autónomas, tornando-se importante garantir um custo de exploração do sistema eficaz, pelo que se terá que ter o cuidado de obter um projecto de execução do sistema de elevada qualidade, que salvaguarde os seguintes aspectos:
- Dimensionamento adequado de todos os equipamentos / tubagens, isolamentos e acessórios hidráulicos
- Monitorização, e gestão profissional do sistema
- Elevada exigência de especialização por parte do instalador responsável pela execução do sistema
Conteúdo brevemente disponível.
Conteúdo brevemente disponível.



