9. Sistemas Centralizados
Os sistemas energéticos, que se encontram integrados nos edifícios para aumentar o conforto e as funções disponibilizados aos moradores, são a outra componente que determina (positiva ou negativamente) as emissões de CO2 para a atmosfera, a qualidade do ar interior e, por consequência, a saúde dos seus utilizadores. Os consumos de energia em edifícios, bem como os respectivos custos de operação e de manutenção, resultam também do correcto dimensionamento e da especificação dos sistemas energéticos, pelo que se torna relevante a forma como os sistemas tiram o melhor partido do desempenho passivo do edifício no qual se integram. Hoje é possível optimizar o desempenho energético-ambiental dos sistemas energéticos através do seu correcto dimensionamento e da integração dos sistemas disponíveis de gestão de energia.
Enquanto no clima mediterrânico, em edifícios destinados ao uso habitacional (sempre que integrem as medidas da construção sustentável) não se justifica a dependência de sistemas para o arrefecimento, é importante que, para alcançar o grau de conforto desejado, haja a hipótese de os aquecer no Inverno.
Ao observarmos o comportamento de edifícios construídos de forma convencional, mesmo que possuam sistemas de aquecimento, verificamos que se mantêm extremamente desconfortáveis no Inverno, devido ao facto deste tipo de construção ser muito pouco adequada ao clima local.
Em edifícios habitacionais em que estão incorporadas as melhores tecnologias disponíveis da construção sustentável (o isolamento térmico adequado, a inércia térmica e a ventilação natural...), o contributo da frescura necessária para alcançar conforto, nos períodos em que as temperaturas são mais elevadas, surge sem recorrer a sistemas de arrefecimento que dependem do consumo de energias convencionais. Quando um edifício destinado ao uso habitacional necessita de sistemas de arrefecimento, demonstra um sintoma de falha na sua concepção e/ou execução.
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